Entrevista: Sons de Saturno

Conversamos com a banda Sons de Saturno sobre as ações de divulgação do primeiro cd junto com a Deck Disc e assuntos relacionados a forma de trabalho. Inclusive, já fizemos uma resenha do cd deles!

G.Y: A banda existe desde 2012, como foi a trajetória em relação ao planejamento da banda para chegar até aqui no lançamento do cd?

SS: No início de 2012 resolvemos juntar as ideias e gravar um disco. Entramos em estúdio com algumas bases prontas e nesses 3 anos, com algumas mudanças de formação, fomos amadurecendo o disco.

Quando sentimos que estava como queríamos, enviamos para o Rio de Janeiro para ser mixado por Jorge Guerreiro (Pitty, Titãs, Raimundos). A masterização foi feita em Seattle, por Chris Hanzsek (Soundgarden, The Melvins)

G.Y: Vocês tocaram na 89FM no temos vagas, como tudo rolou? E qual foi o pensamento e estratégia da banda pra conseguir a realização?

SS: Em 2013 a 89fm abriu inscrições pro Temos Vagas. Nos inscrevemos e rolou… nada planejado. Inclusive, ficamos sabendo que estávamos na final por acaso, em um show vieram nos parabenizar por sermos finalistas.

Fomos escolhidos entre mais de 1.000 bandas. O programa nos rendeu ainda a participação no Festival Rock na Cidade, fechando o palco Indoor. Foi um festival em comemoração ao aniversário de São Paulo que aconteceu no Hospital Matarazzo em janeiro desse ano.

G.Y: Muitas bandas veem o trabalho com uma gravadora essencial, algumas citam que esse é o auge do sucesso. Como surgiu a oportunidade de lançar o primeiro trabalho com a Deck Disc? E quais os planos junto com a gravadora para divulgar mais ainda a banda?

SS: Nossa produtora Tati Lima enviou o material pro Rafael Ramos em fevereiro. Ele tinha sido jurado do Temos Vagas no ano em que participamos e reconheceu o som. Depois de algumas trocas de e-mails a Deck se propôs a lançar o disco em todas as plataformas digitais.

Pra gente é uma honra, sempre admiramos o Rafael como produtor e a forma como a Deck trabalha com seus artistas. É inegável como o nome da gravadora imprime um selo de qualidade à banda. Tem muita novidade vindo por aí.

G.Y: Atualmente as bandas e projetos musicais sempre optam por lançar um ep ou single devido ao número alto de conteúdos que as pessoas consomem diariamente e a rapidez em que o novo se torna velho em questão de 15 dias. Qual foi a ideia ou o objetivo de vocês em lançar um cd completo com 12 faixas? E vocês também enxergam dessa maneira?

SS: Por ser o nosso primeiro álbum, sentimos a necessidade de lançar um disco de verdade, completo. Tínhamos muito a dizer e não cabia em um EP. 

Realmente hoje lançar um EP ou single acaba sendo o melhor caminho, mas não conseguimos deixar de lado o clássico. 

G.Y:  Vocês escolheram “Sinto sua Falta” como um primeiro single. E brincando com o nome, me digam, o que mais vocês sentem falta na cena independente?

SS: Talvez de espaço pro som autoral, é difícil as casas abrirem as portas pra galera mostrar o trabalho. Mas mesmo assim, a cena independente vai muito bem. Vemos muita coisa nova aparecendo e outras se consolidando. Tem público pra todo mundo.

G.Y: Como vocês planejam a banda e se dividem para as atividades? Todos trabalham com a música ou possuem outros empregos?

SS: Todos temos outros empregos, mas estamos 24 horas ligados em prol da banda. Decidimos e fazemos tudo juntos, nada acontece sem o consentimento de todos.

G.Y: Quais são as maiores influências da banda, não só musicalmente mas de postura e vida musical?

SS: Assim como nosso som, nossas influencias são bem diversificadas. Elton John, Clube da Esquina, Wilco, Raconteurs, Brendan Benson, Tim Mais, Lulu Santos, Nada Surf, Guilherme Arantes…

G.Y: Por fim, quais planos da banda para 2016 com a divulgação do trabalho e o que podemos esperar?

SS: Em 2016 manteremos o mesmo ritmo de 2015. Muita divulgação do disco não só nas plataformas digitais, como mídia impressa, rádio, tv… A ideia é gerar o maior número de conteúdos possível, clipes, registro de shows. Acabamos de gravar também uma versão acústica.

Vamos colocar o disco na estrada, quem sabe nos apresentar em alguns festivais, levando o som da SS para todos os lugares possíveis.